ARQUITECTURA DE TERRA | REsearch

LABORATÓRIO DE DESIGN


ARQUITECTURA DE TERRA

Arquitectura de terra [argila não-cozida]

“Durante milénios o Homem provou que poderia viver de maneira sustentável.
Ele vivia em harmonia com a natureza, usava-a e respeitava-a.
As pessoas utilizavam naturalmente a terra como matéria-prima, com parcimónia e sensibilidade.
Mas a vida moderna do século XX criou uma ruptura com uma evolução milenar, deparando-se repentinamente com as alterações climáticas, a possibilidade da finitude das energias fósseis e da necessidade urgente de recursos renováveis, da consciência sobre a magnitude do impacto das acções do Homem sobre a Terra e de um novo paradigma económico-social.
Pela sua função intrínseca no processo de criação de habitat humano, o Arquitecto ocupa uma posição preponderante, privilegiada e de acrescida responsabilidade que deve buscar um entendimento holístico da prática do Homem enquanto ser biológico e social.
A terra, fundamento da construção de numerosos povos desde milénios, foi marginalizada pelo Modernismo. A terra é do terceiro mundo, o betão e o aço são do primeiro.
O seu baixíssimo impacto ambiental, as excelentes propriedades térmicas, plásticas e construtivas são contudo verdadeiramente notáveis.
Seja por necessidade seja por opção a terra crua é um material que se afirma no horizonte do futuro de uma construção mais sustentável.
Um passo possível na caminhada do Homem do século XXI, que urge encontrar novamente a ligação equilibrada entre Humanidade, habitat, natureza e espírito.”
> COSTA, Paulo. O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa. FAUP, Porto, 2010

Esta pesquisa evolui através da tutoria de workshops onde a possibilidade de reintegração de construção de terra na prática actual da arquitectura – especialmente a técnica da taipa – tem vindo a ser testada.
Estes consistem na introdução de conceitos teóricos e ferramentas práticas relacionadas com a construção com terra crua, dando aos participantes o conhecimento básico e consciencialização da tecnologia tradicional de “Taipa” (terra batida) e o potencial deste tipo de construção, baseado num modelo didáctico que é principalmente prático.

Earth architecture (non-cooked clay)

“For millennia man has proved he could live sustainably.
He lived in harmony with nature using it respectfully.
People used the earth as natural raw material, sparingly and sensitively.
But the modern life of the twentieth century created a rift with a millennial trend, suddenly facing climate changes, the possibility of the finiteness of fossil fuels and the urgent need for renewable resources, the awareness of the magnitude of the impact of human actions on earth and a new socio-economic paradigm.
The earth, building foundation of many people for millennia, has been sidelined by Modernism. The earth belongs to the third world, the concrete and steel to the first..
However, its very low environmental impact, the excellent thermal, plastic and constructive properties are truly remarkable. Whether by necessity or by choice raw earth is a material which is stated on the horizon of the future of sustainable construction.”
A possible step in the journey of man of the XXI century, in the urge to find again the balance between humanity, habitat, nature and spirit.”
> COSTA, Paulo. O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa. FAUP, Porto, 2010

This REsearch – a search for the reimplementation of Rammed Earth in architecture – is being developed through the tutoring of workshops where the possibility of reintegration of earth construction in the current production of architecture has been tested.
These consist in the introduction to theoretical concepts and practical tools related to building with raw earth, giving the participants the basic knowledge and awareness of the traditional technology of “Taipa” (Rammed Earth) and the potential of this kind of construction, based on a didactic model which is mostly practical.

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